Escola Municipal de Ibaté realiza evento para marcar o Dia da Consciência Negra

Com o intuito de despertar em seus alunos a consciência da igualdade
étnico-racial e como forma de compreender a história do povo africano,
os professores da Escola Municipal de Ensino Fundamental “Vera Helena
Trinta Pulcinelli”, em Ibaté, vêm, ao longo do ano, trabalhando a
história do Brasil com ênfase nas questões relacionadas ao histórico
opressor do colonizador para com os negros trazidos da África como
escravos.
Isso fez com que as crianças se conscientizassem para a realidade
nacional de discriminação e preconceito que as chamadas “minorias”
sofrem atualmente.
A Diretora Sandra Corneta, a Coordenadora Osmara Barbano, os professores
e alunos aproveitaram o mês de novembro, quando é celebrado o Dia
Nacional da Consciência Negra, para expor seus trabalhos e,
principalmente, suas ideias à comunidade.
Com este projeto, os professores despertaram nos alunos a consciência de
aceitação e tolerância, para aceitar as diferenças. O objetivo é
desenvolver nos estudantes atitudes de respeito às diferenças raciais e
à contribuição que estas diferenças proporcionam na construção da
convivência social do povo brasileiro
Na noite da terça-feira (20), os alunos realizaram exposição de maquetes
e murais na apresentação dos trabalhos “Máscaras Africanas”, “Adinkra”,
“Celebridades”, “Jogos Africanos”, “Ndebeles”, “Pintura em Telas
Capoeira”, “Griô ou Griot”, “Histórias: A Ovelhinha Preta, Obax, A
Menina e o Tambor, Bom Dia Todas as Cores, Bruna e a Galinha d’ Angola,
Menina Bonita do Laço de Fita, Baobá e seus Mistérios, “Fauna e Flora
Africana” e “Arte Africana no Brasil”; apresentações africanas para
falar sobre a geografia e a cultura da África e seus reflexos na
história do Brasil, exposição de objetos e vestimentas originários de
Moçambique, sobre o povo africano, seus costumes, lutas e contribuições.
Neste dia também, os convidados assistiram diversas apresentações sobre
o tema: Musical realizada pelo Projeto Clave de Sol, oferecido pelo
Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura e Raizen, com
crianças da Unidade Escolar tocando flautas, de danças que desenvolveu
um trabalho interdisciplinar estimulando o ritmo, a coordenação motora e
a valorização da cultura popular além de representar situações que
lembram o tempo da escravidão e levando a comunidade a sentir “na pele”
o sofrimento de ter sua liberdade cerceada e um DESFILE valorizando a
cultura afro com modelos e alunos patrocinados pela profissional
Fernanda Inácio Cabelo e Beleza de Ibaté, e fechando este dia, a todos
os presentes, foi entregue uma boneca africana “Abayomi” confeccionada
por professores e alunos.
A Unidade Escolar apresentou durante a semana aos alunos apresentação de
Percussão e Capoeira do Centro Cultural Ana Ponciane Marques.
A coordenadora Osmara relata que o tema “Consciência Negra” é abordado a
tempos e que é gratificante ver os professores estimulando novos debates
sobre o assunto, desenvolvendo de forma lúdica, o respeito e a alegria
de se viver um mundo de diversidades.
Segundo a Diretora Sandra Corneta, “A ideia é promover a história,
sensibilizar a comunidade e a reflexão sobre a cultura afro-africana e
indígena na escola, já que a escola é um espaço privilegiado para a
transformação da relação de descompasso existente entre a representação
do Brasil como um país multicultural”, disse.
Comemorado no Brasil em 20 de novembro, o Dia da Consciência Negra é
dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A
data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos
Palmares, em 1695. “O Dia da Consciência Negra lembra a resistência do
negro à escravidão, desde o primeiro transporte forçado de africanos
para o Brasil em 1594”, comentou a diretora.
O prefeito José Luiz Parrella (PSDB) enfatizou a importância de
respeitar as pessoas, independente de raça. “Não podemos deixar de
discutir e trabalhar este tema tão importante para a sociedade em sala
de aula, mostrar para os nossos alunos a importância de respeitar o
próximo, independentemente de cor ou condições sociais”, finalizou o
chefe do Executivo.

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