GERALSÃO CARLOSUtilidade Pública

Prefeitura de São Carlos inicia instalação de Ovitrampas para monitoramento de arboviroses

A Prefeitura de São Carlos, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde e da Unidade de Controle de Zoonoses e Endemias, começa a partir deste mês a instalação de 220 ovitrampas em residências e estabelecimentos comerciais do município, como parte das estratégias de monitoramento e combate ao mosquito transmissor de arboviroses.
As ovitrampas são armadilhas simples e eficazes usadas para monitorar a presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como Dengue, Zika e Chikungunya. Elas funcionam como um recipiente atrativo para que as fêmeas depositem seus ovos, permitindo que os agentes de saúde identifiquem áreas com maior risco de infestação e planejem ações preventivas.
A medida ocorre diante do aumento nas notificações de casos de arboviroses e da série histórica dos últimos dez anos, que aponta transmissão sustentada de Dengue no município, reforçando a necessidade de estratégias complementares de vigilância e controle vetorial. Moradores e responsáveis pelos imóveis selecionados já foram informados sobre o programa e aceitaram participar de forma voluntária.
A armadilha é um instrumento utilizado para a coleta de ovos de mosquitos. Consiste em um recipiente plástico preto de boca larga, no qual é fixada, com um clipe, uma palheta de madeira aglomerada (Eucatex®️). O recipiente é preenchido com 300 ml de água e 1 ml de levedo de cerveja, substância que atrai a fêmea do mosquito e estimula a postura dos ovos na palheta.
A metodologia permite a identificação precoce de áreas com elevada infestação do mosquito, subsidiando o planejamento estratégico e o direcionamento de ações de campo, principalmente em caráter preventivo.
As armadilhas são instaladas no peridomicílio, a uma altura de até 150 cm, em locais protegidos da chuva e da luz solar e fora do alcance de crianças e animais domésticos. A metodologia segue calendário específico: as ovitrampas são instaladas às quintas e sextas-feiras e retiradas cinco dias depois, às segundas e terças-feiras, evitando assim a eclosão dos ovos.
Parte da equipe municipal de Agentes de Combate às Endemias visitará os imóveis previamente cadastrados, localizados em áreas de maior risco, para realizar a instalação e a remoção das armadilhas, contando com a colaboração de moradores e responsáveis.
Após a remoção, as palhetas são encaminhadas ao laboratório da Unidade de Controle de Zoonoses e Endemias, onde passam por análise e contagem dos ovos. Com base nesses dados, a Prefeitura poderá obter informações mais precisas sobre a infestação do mosquito transmissor das arboviroses urbanas, direcionando as ações de vigilância e controle para áreas específicas da cidade.
A diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, destacou que estão sendo instaladas foram 220 ovitrampas em áreas de risco. “As ovitrampas são ferramentas fundamentais para que possamos identificar rapidamente áreas com maior presença do mosquito. Com esses dados, conseguimos planejar ações mais eficazes e prevenir surtos antes que aconteçam”.
Já o secretário de Saúde, Leandro Pilha, reforçou que “esse trabalho é essencial para proteger a população. A participação voluntária dos moradores mostra que todos estão engajados no combate às arboviroses, e juntos podemos reduzir os riscos de transmissão”.
Em 2026 já foram registrados 404 casos confirmados para Dengue em São Carlos. Nenhum óbito foi registrado até o momento. Para Chikungunya foram descartados 171 casos. Para Zika foram descartados 154 casos e para Febre Amarela foi descartado 1 caso.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

FbMessenger