Secretaria de Saúde UFSCAR realizam capacitação sobre manejo da sífilis
A Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde, realizou, nos dias 21, 22 e 23 de outubro, a oficina temática “Manejo de caso de sífilis: o que preciso saber?”. A atividade aconteceu no Auditório do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com o Departamento de Enfermagem da universidade e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). A capacitação foi planejada para atender cerca de 150 profissionais de saúde do município.
A oficina reuniu profissionais das redes pública e privada, incluindo médicos, enfermeiros, cirurgiões-dentistas e técnicos de enfermagem, além de trabalhadores de maternidades, hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). A programação incluiu discussões de casos clínicos em grupos e orientações baseadas na atualização dos protocolos de atendimento à sífilis, que serão disponibilizados à rede de saúde.
A supervisora do Centro de Atendimento de Infecções Crônicas (CAIC), Cintia Ruggiero, destacou a importância da atualização dos profissionais e do diagnóstico precoce. “Nesta oficina, discutimos casos em grupos, com profissionais das redes pública e privada, utilizando como referência o protocolo de sífilis atualizado, que será disponibilizado para a rede. Para o diagnóstico, é importante identificar a infecção precocemente. O município disponibiliza testes rápidos em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), nas Unidades de Saúde da Família (USFs) e no CAIC”, explicou.
A professora do Departamento de Enfermagem da UFSCar e coordenadora do Programa de Pesquisa para o Sistema Único de Saúde (PPSUS), Mellina Yamamura Calori, ressaltou que a capacitação faz parte do trabalho de atualização dos protocolos relacionados à sífilis e a outros agravos. A atividade também foi realizada no contexto do Outubro Verde, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da doença.
Segundo Mellina, a participação de profissionais de diferentes serviços é fundamental para garantir a continuidade do atendimento. “Temos profissionais de várias categorias, como médicos, cirurgiões-dentistas, enfermeiros e técnicos de enfermagem, além das equipes do serviço de referência. Um diferencial desta capacitação é a participação dos profissionais das UPAs, que também precisam estar atualizados. Muitas vezes, quando chega o fim de semana, uma pessoa em tratamento procura o pronto atendimento para receber a medicação. Por isso, é fundamental fortalecer o vínculo entre as UPAs, a Vigilância Epidemiológica, a Atenção Primária à Saúde e a universidade”, destacou.
A diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, reforçou o alerta para a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da sífilis. “A orientação é que a população procure uma unidade de saúde para realizar o teste, especialmente após uma possível exposição à infecção ou diante de sinais e sintomas. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para interromper a transmissão e prevenir complicações, inclusive durante a gestação”.
São Carlos registrou 417 casos de sífilis adquirida em 2025, aumento de 21,9% em relação a 2024. Em 2026, até 6 de outubro, foram contabilizados 282 registros. Entre as gestantes, foram registrados 111 casos em 2025, uma redução de aproximadamente 9% em relação aos 122 casos de 2024. Já a sífilis congênita, transmitida da mãe para o bebê, chegou a 22 casos em 2026, superando o total de 21 registros de todo o ano de 2025.
A Secretaria ressalta que os dados de 2026 são parciais e, por isso, não devem ser comparados diretamente com os números de anos completos.



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