Homem apresenta sua versão sobre discussão durante atendimento no Hospital de Ibaté
Um homem envolvido em uma ocorrência registrada no Hospital Municipal de Ibaté entrou em contato com a nossa redação para apresentar sua versão sobre um desentendimento ocorrido durante atendimento médico na unidade, fato que resultou no registro de um boletim de ocorrência na Polícia Civil.
Segundo o relato encaminhado à reportagem, o episódio ocorreu após ele procurar o hospital em razão de um mal-estar persistente. Conforme informado, no dia anterior ele havia recebido atendimento médico em outra cidade, onde foi medicado. Ao retornar a Ibaté e continuar apresentando sintomas, principalmente desconforto intestinal, decidiu buscar atendimento na unidade local.
Ainda de acordo com sua versão, durante a consulta ele informou ao médico que já havia sido medicado anteriormente e que não desejava receber nova injeção, solicitando apenas um documento que justificasse sua ausência no trabalho. Após a avaliação clínica, o profissional teria informado que não havia indicação médica para a emissão de atestado ou justificativa formal.
O homem relatou que, após a negativa, a conversa se tornou mais tensa. Ele afirmou que o médico teria utilizado uma expressão considerada ofensiva, o que teria provocado sua reação verbal. O paciente reconheceu que proferiu xingamentos, porém negou, de forma categórica, ter feito qualquer ameaça ao profissional.
Segundo o relato, após a discussão inicial, ele se dirigiu à recepção do hospital para solicitar um comprovante de comparecimento. Nesse momento, afirmou que o médico teria se aproximado novamente, elevando o tom de voz e proferindo ameaças, inclusive na presença de outros pacientes e funcionários.
O homem declarou que optou por não reagir, permaneceu em silêncio, recebeu o documento solicitado e deixou o local. Posteriormente, informou ter comparecido à delegacia para registrar sua versão dos fatos e prestar esclarecimentos.
O caso veio a público após o médico registrar boletim de ocorrência, relatando ter sido vítima de injúrias e ameaças durante o exercício de suas funções. A ocorrência foi registrada com base nos artigos 140 (injúria) e 147 (ameaça) do Código Penal. Não houve registro de prisão em flagrante.



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