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Mulher é morta com tiro no rosto após marido chegar alterado em casa em Aguaí

Feminicídio aconteceu na noite de quarta-feira (4) no bairro dos Anjos. Autor se entregou após troca de tiros que deixou um policial do Baep ferido na mão.
As informações são do g1 São Carlos e Araraquara – Foto: Redes sociais

Uma mulher foi morta pelo marido com um tiro no rosto, em Aguaí (SP), na noite de quarta-feira (4). A vítima foi identificada como Roseli Candido Valente, de 48 anos.

O autor, Valter Humberto Reis Valente, foi preso após cerca de seis horas de negociação com a Polícia Militar. O g1não conseguiu contato com a defesa dele.

Durante a ação, houve troca de tiros, e um policial do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) foi baleado na mão esquerda. Ele foi socorrido e levado para São João da Boa Vista (SP); o estado de saúde não foi informado.

O crime

O feminicídio aconteceu por volta das 21h15, no bairro dos Anjos. Segundo a Polícia Civil, o suspeito chegou em casa alterado, armado, e começou a ameaçar e atacar a mulher, que foi atingida por um disparo.

Com a chegada da polícia, a situação evoluiu para um confronto armado. O Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) foi acionado e, com a atuação das equipes especializadas e a coordenação conjunta das forças de segurança, o suspeito se entregou. Ele foi levado ao pronto-socorro para exame cautelar e, em seguida, encaminhado à delegacia onde teve a prisão preventiva decretada.

A operação contou ainda com o apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros e Guarda Civil Municipal (GCM), que atuaram de forma integrada no atendimento às vítimas, isolamento da área e preservação do local do crime.

Prisão pendentes

Um levantamento exclusivo do g1 mostra que 336 homens são procurados por crimes de feminicídio no Brasil. Eles são alvo de mandados de prisão que foram emitidos pela Justiça e estão pendentes. Ou seja, deveriam estar presos, mas continuam em liberdade.

a maioria dos mandados é de prisão preventiva, quando o suspeito do crime já foi identificado e deve ser preso por ordem judicial no decorrer do processo.

O levantamento do g1 tem como base o Banco Nacional de Medidas Penais e Mandados de Prisão (BNMP), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e mapeou crimes cometidos ao longo de mais de duas décadas, entre o fim dos anos 1990 e 2023. Há casos de feminicídio e de tentativa de feminicídio.

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