BRASILGERALUtilidade Pública

Onda de calor no Centro-Sul e chegada do frio no fim de semana

Temperaturas sobem acima da média em estados do interior do país até domingo. Já no Sul, chuvas fortes chegam nesta quinta ao Rio Grande do Sul antes de uma massa de ar frio que deve derrubar os termômetros no começo da próxima semana.
As informações são do g1 Meio Ambiente – Foto: Jonathan Heckler/Agência RBS

O calor intenso e o ar seco dominam boa parte do interior do país nesta quinta-feira (23). Já no Sul, no Norte e em partes do Nordeste, a chuva mais forte e os temporais devem se concentrar ao longo do dia.

E há mais por vir: uma massa de ar frio está prevista para chegar ao Sul do país no próximo domingo (26) e deve provocar a primeira queda mais acentuada de temperatura de 2026 em cidades do Rio Grande do Sul (RS), Santa Catarina (SC) e do sul do Paraná (PR).

A massa de ar frio será puxada por um ciclone extratropical que deve se formar no oceano, perto da Argentina.

Como esse sistema fica longe da costa brasileira, não há previsão de impactos mais graves no continente — o principal efeito deve ser o aumento do vento, com rajadas na chegada do frio, e mar mais agitado no litoral.

As madrugadas mais frias devem ser as de segunda-feira (27) e terça-feira (28). Na terça, especialmente, grande parte do Rio Grande do Sul (RS) e de Santa Catarina (SC), além do Sul do Paraná (PR), pode registrar temperaturas abaixo de 10°C.

Há previsão de geada em várias regiões gaúchas, com chances maiores na Campanha, Serra do Sudeste, Planalto Médio, Serra, Campos de Cima da Serra e no Planalto Sul Catarinense.

Em Porto Alegre (RS), as mínimas na terça podem cair entre 10°C e 12°C.

Antes do frio chegar, contudo, o calor ainda tem alguns dias pela frente. Uma onda de calor está em curso desde o último dia 20 e deve durar até o domingo (26).

O fenômeno afeta principalmente o centro, norte e leste do Mato Grosso do Sul (MS), o sul de Goiás (GO), parte do sul e do sudeste do Mato Grosso (MT), a metade oeste do Triângulo Mineiro, o oeste e o noroeste de São Paulo (SP) e o extremo noroeste do Paraná (PR).

Nessas áreas, a temperatura deve ficar ao menos 5°C acima da média esperada para abril durante todo o período.

Campo Grande (MS) é a única capital do país dentro da área de onda de calor. Cuiabá (MT), Goiânia (GO) e Brasília (DF) ficam em uma faixa de calor intenso, mas sem atingir o limiar técnico do fenômeno.

A baixa umidade é uma das principais preocupações deste período. Em partes de Mato Grosso do Sul (MS) e Goiás (GO), os índices de umidade relativa do ar podem cair abaixo dos 30%.

Em São Paulo (SP), essa queda deve ser mais acentuada especialmente na sexta-feira (24) e no fim de semana.

A causa desse tempo seco e quente é um forte sistema de alta pressão atmosférica que atua sobre o Sudeste do Brasil.

Esse bloqueio afasta as frentes frias e impede a formação de chuva em grande parte do centro-sul do país pelo menos até o domingo.

Sudeste tem sol e calor

Em São Paulo (SP), esta quinta começa com sol entre poucas nuvens e sem chuva. A máxima deve chegar a 29°C.

Até o domingo, a Climatempo projeta máximas de até 33°C para a capital — o que pode representar uma das tardes de abril mais quentes dos últimos dez anos.

Em Belo Horizonte (MG), o sol predomina ao longo do dia e a máxima deve ficar em torno de 27°C.

No Rio de Janeiro (RJ), há possibilidade de nevoeiro na madrugada, mas o dia deve ser de sol e calor, com máxima de até 31°C.

No Centro-Oeste, o dia começa com tempo firme na maior parte da região. Ao longo da tarde, pancadas moderadas a fortes se formam no noroeste e em áreas do norte e oeste do Mato Grosso (MT), com trovoadas e distribuição irregular.

Em Cuiabá (MT), o sol aparece pela manhã, as nuvens aumentam à tarde e não se descarta chuva fraca e isolada no fim do dia, com máxima de até 33°C.

Em Campo Grande (MS), o tempo fica firme, com sol e máxima de até 31°C. Em Goiânia (GO) e Brasília (DF), o dia também é de sol e calor, com umidade baixa.

Norte com muita chuva

A Região Norte vive um dos períodos mais chuvosos do ano. É o chamado inverno amazônico — época em que se concentra entre 60% e 70% das chuvas anuais da região.

Nesta quinta, há pancadas moderadas a fortes desde cedo no Amazonas (AM), Pará (PA), Roraima (RR) e Acre (AC).

A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) — uma faixa de instabilidade que circula o planeta próxima à linha do Equador — segue atuando no Amapá (AP) e no norte do Pará (PA), intensificando ainda mais as chuvas.

Belém (PA) já registrou mais de 466 mm de chuva entre os dias 1º e 22 de abril — um dos meses de abril mais chuvosos das últimas décadas, com a cidade chegando a decretar situação de emergência por causa dos alagamentos.

O oceano Atlântico ao norte do Brasil está especialmente aquecido neste período — cerca de 2°C acima do normal, segundo a Climatempo, em parte por efeito das mudanças climáticas. Isso fornece mais umidade para a atmosfera e alimenta os temporais frequentes na região.

No Nordeste, a combinação entre a ZCIT, ventos vindos do oceano e uma perturbação atmosférica em altitude mantém o tempo instável ao longo de toda a semana.

A faixa litorânea da Bahia (BA), incluindo Salvador, e o litoral de Sergipe (SE), Alagoas (AL) e a costa entre o Rio Grande do Norte (RN) e o leste do Nordeste devem ter chuva moderada a forte com risco de temporais pelo menos até a sexta-feira (24).

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