“Peguei a doença fazendo o que amo”, diz médico antes de morrer com Covid-19
O médico Lucas Augusto Pires , de 32 anos, morreu no sábado (8) com Covid-19. Antes de ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em um hospital de Maringá (PR) devido à complicações da doença, o médico fez uma postagem nas redes sociais dizendo que pegou o vírus fazendo o que ama.
“Estou indo nesse momento para a UTI, devido a um agravamento do quadro de Covid-19. Ficarei incomunicável, mas desde já agradeço aos amigos pelas orações. Peguei essa doença fazendo o que amo, cuidando dos meus pacientes com amor e dedicação”, escreveu Lucas.
O médico trabalhava na linha de frente de combate ao novo coronavírus no Instituto de Saúde Bom Jesus, em Ivaiporã. Nas redes sociais, a diretoria executiva do instituto lamentou a morte do médico. “Neste momento de luto e despedida, a Instituição se solidariza com os familiares e amigos e ratifica os mais sinceros votos de pesar pela perda inestimável”, diz a nota.
Também nas redes, Valéria Scavasine, que foi colega de turma de Lucas, escreveu uma homenagem se referindo aos filhos de Lucas. “O pai de vocês foi para outra dimensão hoje, ficar mais pertinho de Deus. Ele deixa o plano terreno como um herói. Nunca se esqueçam disso: por amor à profissão, ele perdeu a própria vida cuidando de outras vidas”, escreveu Valéria.

“Queridos Benjamin e Isabela,
O pai de vocês foi para outra dimensão hoje, ficar mais pertinho de Deus. Ele deixa o plano terreno como um herói. Nunca se esqueçam disso: por amor à profissão, ele perdeu a própria vida cuidando de outras vidas.
Hoje, nesse dia 8 de agosto de 2020, vocês ganham 88 padrinhos e madrinhas. Nossa turma da faculdade sempre foi polêmica, briguenta, mas, nesse momento de dor, uniu-se por uma causa…. a causa de manter viva a memória do nosso mais brilhante colega. O coração dele continua batendo em vocês dois. Como forma de honrá-lo, a família dele também se torna a nossa família… e família quer dizer nunca abandonar ou esquecer. Contem conosco SEMPRE, mesmo que seja para relembrar as histórias que o Lucas, com seu humor sagaz e sotaque mineiro, contou tantas vezes para alegrar nossos dias.
Com amor,
Medicina UFPR 2007/2 “



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