Aécio se diz vítima de ‘enredo preparado’ e pede acesso a provas na véspera do julgamento de denúncia contra ele no STF

Para a defesa, acesso a provas é ‘imprescindível’ para se comprovar ‘armadilhas’ contra senador. STF julga nesta terça se aceita denúncia contra o tucano por corrupção e obstrução de Justiça.

 

Para esta terça-feira (17), está previsto o julgamento, pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, de denúncia formulada pela Procuradoria Geral da República (PGR) contra Aécio por crimes de corrupção e obstrução de Justiça.

Segundo a nota (leia a íntegra ao final desta reportagem), é “imprescindível” que o pedido de acesso a provas seja aceito pelo Supremo Tribunal Federal, “uma vez que esses elementos podem comprovar a ilegalidade de provas e das armadilhas arquitetadas contra o senador com a participação de membros do MPF [Ministério Público Federal]”.

Aécio foi acusado pela PGR em junho do ano passado de pedir propina de R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, dono da J&F, em troca de favores (leia diálogo entre Aécio Neves e Joesley Batista); e também de tentar atrapalhar o andamento da Operação Lava Jato.

Na nota, o advogado de Aécio, Alberto Zacharias Toron, diz que Joesley Batista e o ex-procurador Marcelo Miller já tiveram acesso a “vários documentos”, o que não aconteceu, segundo a nota, com a defesa do tucano.

O ex-procurador citado na nota, Marcelo Miller, é suspeito de fazer “jogo duplo” no papel de procurador e advogado dos executivos da J&F nas negociações para fechar acordo de delação premiada junto à Procuradoria Geral da República (PGR).

‘Enredo preparado’

Em entrevista nesta segunda-feira, Aécio se disse vítima de um “enredo preparado” pelos delatores da JBS. “Um enredo pré-determinado por um cidadão que recebeu benefícios”, afirmou o tucano.

Segundo ele, “foi uma construção feita pela defesa do senhor Joesley Batista, com membros do Ministério Público”.

(G1)

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