Corinthians espalha girassóis para alertar sobre depressão e suicídio

Time participa da campanha “Na Direção da Vida – Depressão sem Tabu”, que faz parte do Setembro Amarelo.

O Corinthians aderiu neste sábado (22) antes do jogo contra o Bahia à campanha sobre a importância de a depressão ser vista como uma doença e a necessidade de se abrir o diálogo e quebrar tabus sobre ela e o suicídio.

Os jogadores corinthianos entraram em campo acompanhados por 70 crianças segurando girassóis, flor símbolo da campanha.

Camisetas, um vídeo – exibido antes e no intervalo do jogo – e uma faixa completaram a ação de conscientização com foco no público masculino jovem e adulto. É justamente esta parcela da sociedade que mais tem dificuldade de aceitar que depressão se trata de uma doença, não é fraqueza, nem vergonha. A iniciativa faz parte do movimento mundial Setembro Amarelo, dedicado à prevenção do suicídio.

Após a reprodução do Hino Nacional, as crianças foram assistir o jogo em uma área reservada e entregaram os girassóis a torcedores. Além disso, um vídeo com depoimentos reais de jovens que vivenciaram a doença foi exibido no telão, como forma de sensibilizar o público presente para a causa e convidá-lo a conhecer os canais digitais da iniciativa, como o site www.depressaosemtabu.com.br, que reúne informações educativas sobre o tema e dicas de como ajudar alguém que apresente comportamentos de risco.

Depressão, suicídio e homens
Mais de 90% dos casos de suicídio estão associados a distúrbios mentais e os transtornos de humor, entre os quais a depressão se destaca, representam o diagnóstico mais frequente nesses casos¹. Estamos falando, portanto, de doenças que podem ser tratadas. Ou seja: o suicídio é evitável em grande parte dos casos. Mas, para isso, o primeiro passo é romper com o preconceito em torno da depressão, que muitas vezes é subestimada ou confundida com falta de força, preguiça ou ausência de fé. Atualmente, o Brasil apresenta a maior prevalência de depressão da América Latina, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS): o problema afeta 5,8% da população², uma taxa superior à média global, que é de 4,4%. Isso significa que quase 12 milhões de brasileiros enfrentam a doença, o que equivale à população inteira de uma metrópole como São Paulo, por exemplo.

NÚMEROS ELEVADOS
Os números elevados da depressão no País também acompanham a escalada do suicídio no território nacional. Enquanto o número de pessoas que tiram a própria vida diminui mundo afora³, o Brasil vai na contramão do cenário global. Por aqui, a taxa de suicídio entre os adolescentes de 10 a 19 anos, por exemplo, aumentou 24% entre os anos de 2006 e 2015, considerando os moradores das maiores cidades brasileiras.O aumento de casos de suicídio entre os mais novos e a prevalência do problema no sexo masculino são pontos de atenção. Trata-se, hoje, da quarta maior causa de morte em jovens no País, segundo o Ministério da Saúde, e os homens representam as principais vítimas. Por isso, o engajamento de ídolos do futebol, um universo que recebe forte atenção do universo masculino no Brasil, é de extrema importância para a conscientização desse grande problema. Hoje, a cada 46 minutos, alguém põe fim à própria vida no Brasil.

A CAMPANHA
Com apoio de músicos, esportistas e celebridades, a campanha “Na Direção da Vida” propõe um diálogo franco sobre o assunto com toda a sociedade. Conduzida pela Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA), pela Upjohn (divisão focada em doenças crônicas não-transmissíveis), pela área de Medicina Interna da Pfizer e com a participação do Centro de Valorização da Vida (CVV), a iniciativa traz ações presenciais e digitais para combater os estigmas associados à depressão.

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