Governo de SP adia a volta das aulas presenciais para 5 de outubro

Previsão inicial era das escolas públicas reabrirem em 8 de setembro. Governo estuda um plano de reforço para 20% dos alunos antes da reabertura

O retorno das aulas presenciais das escolas públicas de São Paulo foi adiado de 8 de setembro para o dia 5 de outubro. O anúncio oficial será feito na coletiva desta sexta-feira (7) pelo governador João Doria (PSDB).

As escolas vão fazer uma fase prévia com atividades presenciais de reforço antes deste retorno geral apenas para 20% dos alunos.

Apesar de não haver, na prática, diferença em sala para atividades de reforço e aulas normais, há o entendimento que essa é uma forma de um retorno ainda mais gradual, começando pelos alunos que apresentam mais dificuldades.

O retorno também seria regionalizado, já que para ser liberado o esquema de reforço, o município precisará estar pelo menos em quatro semanas consecutivas na fase amarela.

Só na capital, são 550 mil alunos de educação pré-escolar ao terceiro ano do ensino médio nas escolas particulares. Elas em crise também representa uma pressão enorme para o ensino público.

Há também o entendimento que o retorno das escolas particulares impactadas pela crise tem um papel social já que se garante vaga na pública para quem mais precisa.

Mapa mostra a situação de cada região do estado de São Paulo até 31 de julho
Divulgação/Governo de São Paulo

Inquérito sorológico em alunos

A primeira parcial do inquérito sorológico entre alunos da rede municipal de ensino será divulgada até sabado (8). Em cada uma das quatro fases, 6 mil crianças serão testadas. Todos são alunos da rede municipal de ensino de 4 a 14 anos, escolhidos por sorteio.

A Secretaria de Educação do Estado quer incluir alunos da rede estadual nos testes feitos. O resultado é tido como ponto decisivo para o retorno das aulas na capital e possivelmente em todo o estado.

A direção de cada escola também terá autonomia para decidir se retorna nesse esquema ou não. Imagina-se que a medida agrade as escolas particulares, as mais afetadas no momento de pandemia.

(R7)

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