Presos terão 15 dias de ‘saidinha’ no fim de ano em São Paulo; governo fará teste de Covid-19

Em vez de 12 dias, como de costume, neste fim de ano, os detentos do estado de São Paulo ganharam um tempo a mais para permanecer nas ruas, em liberdade. O Departamento Estadual de Execução Criminal (Deecrim) aumentou o prazo da saída temporária de Natal, e os presos vão ser beneficiados com 15 dias fora dos presídios paulistas.

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, em março, todas as saidinhas previstas até então foram suspensas. Foi a forma que a Secretaria de Administração Penitenciária encontrou para controlar o número de contaminação pela doença entre os presidiários.  

Por lei, os detentos têm direito a até cinco saidinhas por ano. O benefício vale para quem já cumpriu um sexto da pena e reincidentes que tenham cumprido um quarto, com bom comportamento.

Neste ano, os presos deixam os presídios no dia 22 de dezembro, já a partir das 6h, e só precisam se apresentar novamente no dia 5 de janeiro, até as 18h. Quem descumprir essas determinações passa a ser considerado automaticamente um foragido da Justiça.

Em dezembro de 2019, período da última saidinha, cerca de 30 mil presos deixaram os presídios. Entre eles, criminosos conhecidos, como Ana Carolina Jatobá, a madrasta da menina Isabella Nardoni, e Suzane von Richthofen, presa por planejar o assassinato dos pais.

Testes

A medida de liberação de parte da população carcerária ocorre em um momento em que os casos de contaminação por coronavírus voltaram a subir consideravelmente em todo o estado de São Paulo, podendo gerar uma propagação da doença desenfreada nas unidades prisionais.

Para evitar consequências que podem até ser trágicas no retorno aos presídios, o estado, por meio da Secretaria de Administração Penitenciária, precisará montar uma força tarefa e investir em testagens para garantir a saúde dos presos.

Fonte: band

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