Acusado de matar tatuador é preso em divisa do Mato Grosso do Sul

Fernando Ganci atirou contra Marcos ‘Tsunami’ Romero após uma briga de trânsito no Centro de São Carlos
Foi preso na manhã deste sábado (08) o acusado de matar o tatuador Marcos ‘Tsunami’ Romero, na última segunda-feira (03), no Centro de São Carlos. De acordo com informações da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Fernando Ganci foi encontrado no município de Presidente Epitácio, na divisa com o Mato Grosso do Sul.

O suspeito estava em um posto de combustíveis na altura do quilômetro 654 da Rodovia Raposo Tavares. Os policiais contam que o empresário parecia desorientado, o que teria chamado a atenção das autoridades. No mesmo carro que dirigia durante a briga que resultou na morte do tatuador, Fernando foi abordado pela Polícia Rodoviária , confessando aos policiais que havia se envolvido em um homicídio na cidade de São Carlos, durante o qual efetuou cinco disparos contra uma pessoa após uma briga de trânsito. Ele ainda disse que estava vindo até São Carlos para se entregar.

Questionado sobre a arma do crime, o empresário afirmou que teria deixado o item pelo caminho e não estava mais em posse do revólver. Fernando Ganci foi conduzido até a delegacia de Presidente Epitácio para reconhecimento.

Fernando Ganci já havia tido a prisão decretada pelas autoridades e estava foragido até o momento. O caso segue sendo investigado pela DIG, que na segunda-feira (10) vai pedir a transferência do acusado para São Carlos. Ganci deve ser interrogado pela Polícia de Presidente Epitácio ainda neste sábado.

Morte 
Uma briga de trânsito teria resultado na morte do tatuador Marcos Romero na tarde de segunda-feira (03). O rapaz foi executado com vários tiros ainda dentro de seu veículo, na região do Terminal Rodoviário de São Carlos.

Um militar aposentado que passava pelo local no momento do crime relatou  as cenas chocantes que presenciou: “A discussão eu não vi, eu vi os disparos. Ele queria sair com o carro, e ele [vítima] falou que não podia porque o trânsito estava fechado. Eu não vi que ele tinha ido pegar a arma, mas eu escutei os tiros. Eu já saí de São Paulo por causa disso. A gente foge de São Paulo por causa da violência e você acaba presenciando um fato desse, desagradável. Aliás, coisa que ninguém quer ver. Eu ainda estou gelado, estou mais calmo agora, mas ainda estou gelado”, complementou o ex-militar.

( A CidadeON São Carlos)

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