Comunidades religiosas se unem e levam alimento para moradores de rua

A pandemia do novo coronavírus une as pessoas e a solidariedade flui com mais força no sentido de ajudar ao próximo. Principalmente àqueles que passam por mais dificuldades neste grave momento de crise mundial da saúde e que afeta seriamente a economia.

Uma das ações sociais que ganha força é o auxílio aos moradores de rua. Voluntários das comunidades das paróquias de São Sebastião, Santo Antônio, Nossa Senhora de Fátima e São João Batista, com a parceria da Comunidade Obra Lumen levam, diariamente, refeições noturnas para aproximadamente 80 moradores de rua. Durante a semana, a Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, fornece as marmitas. Para os finais de semana (sábado e domingo), a municipalidade fornece os insumos e voluntários fazem os alimentos.

“É uma corrente do bem que tem como intuito ajudar o próximo. Os voluntários que pertencem ao grupo de risco, recebem as doações. Quem não está no grupo cozinha e os demais vão entregar as refeições”, disse o padre João Victor Bulle, responsável pela paróquia São João Batista, no Jardim Santa Felícia.

TODAS AS NOITES

Quando cai a noite, em uma Kombi, os voluntários vão às ruas em várias regiões de São Carlos. Buscam moradores de rua que esperam pelo alimento.

“O que nos motiva em primeiro lugar, nestes tempos difíceis, é que a sociedade procura cuidar dos menos favorecidos. E no nosso caso é poder ir de encontro aos moradores de rua e levar alimento, companhia, consolo e amizade. Poder ouvir a cada um e enxergar nas pessoas a presença de Cristo que também foi excluído pela sociedade”, disse o religioso.

VIVER O DIA A DIA

O padre João Victor disse que não acompanha as notícias e procura no dia a dia, a leitura. Porem admite que, quando a pandemia passar, o mundo não será como antes. Cada pessoa adquirirá novas vivências, novas experiências.

“Acredito e tenho fé que iremos sair mais solidários, mais unidos. Vamos valorizar as pessoas, pois percebemos o valor de cada uma, justamente na ausência”, ponderou.

Sobre se a pandemia irá passar rapidamente e a sociedade voltar a rotina diária, o padre deu o seu recado. “Pessoalmente, não penso nisso. Tenho convicção que será uma nova era. Eu particularmente penso em viver o momento presente e dar o melhor de mim. O futuro, a Deus pertence”, finalizou.

(São Carlos Agora)

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