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Trupe Cri Cri apresenta a peça “O Fim da linha é só o começo” em junho no teatro municipal

A Trupe Cri Cri, coletivo artístico autônomo formado por pessoas idosas usuárias do Centro de Referência do Idoso (CRI) Vera Lúcia Pilla, apresenta a peça teatral “O fim da linha é só o começo” no próximo dia 9 de junho, a partir das 19h30, no Teatro Municipal “Alderico Vieira Perdigão”, localizado na rua 7 de Setembro, 1.735, no centro, com entrada gratuita.
“O fim da linha é só o começo” é um espetáculo que convida o público a pensar sobre o envelhecimento e o preconceito contra pessoas idosas. No palco, pessoas idosas contam suas próprias histórias, e histórias coletadas com outros idosos sobre situações de idadismo, trazendo momentos de emoção, humor e verdade.
A partir de lembranças e situações do dia a dia, a peça mostra desafios, mas também a força, a alegria e a vontade de continuar vivendo e sonhando. As cenas fazem o público rir, se emocionar e refletir.
De acordo com o diretor da peça, Marcio Antônio Antunes da Silva, mais do que um espetáculo, é uma mensagem que procura valorizar a pessoa idosa, mostrando que a vida não termina com a idade e que ela pode recomeçar de muitas formas. “É uma apresentação que toca o coração e ajuda a aproximar diferentes gerações”.
O elenco é formado por Clarisse Cavaglieri, Marlene Gardeline, Nilva Rodrigues, Cris Vossenaar, Guadalupe Perea Gomez, Ana Maria Valente e Luiz Carlos Biazetti. A peça ainda conta com outras idosas na produção como Haeco Wakizaka na contrarregragem, Shirley Cristina Alves é ajudante de figurino, Bruno Thomaz professor de sapateado e Diego Lima orientador de canto.

TRUPE CRI CRI – As interações iniciais com os potenciais participantes da Trupe, aconteceu quando a coordenadora do Centro Comunitário relatou a euforia e a identificação das pessoas idosas com textos de Cora Coralina em uma de suas atividades do Clube da Leitura, um projeto de leitura semanal que aconteceu durante a pandemia, destinado a pessoas idosas participantes do Centro Comunitário.
A experiência, coordenada por Nilva Helena Rodolfo Rodrigues, despertou reflexões sobre memória, envelhecimento, afeto e protagonismo feminino e essa manifestação fortaleceu o desejo de transformar essas vivências em teatro. Já em 2023, com a participação do diretor teatral Márcio Antunes, a história de Cora deu origem a peça “Nunca te vi, mas sempre te amei” e também à performance “Mulheres de Força”.
Nas semanas seguintes à estreia, quase quatro meses após o primeiro encontro, o grupo resolveu manter os ensaios que estavam suspensos. A união do coletivo deixou claro que nascia assim a Trupe Cri Cri, um coletivo de teatro amador formado por idosos, a união foi tanta que sensibilizou o diretor e desde então não pararam mais de ensaiar e produzir.

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